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Esculturas são verdadeiras obras de arte no Pet Memorial 

Prestar homenagem a um amigo é o verdadeiro sentido das urnas onde estão depositadas as cinzas dos animais que são cremados no Pet Memorial, primeiro crematório de animais da América Latina. Assim, as peças que são feitas artesanalmente recebem tratamento especial.

Toda essa perfeição nasce das mãos de um artista espanhol, que há mais de 20 anos desenvolve seu trabalho na Baixada Santista, Luiz Garcia Jorge. Pintor e escultor, formado pela Universidade de Belas Artes de Barcelona, já realizou trabalhos que viraram marcos na região e, hoje, se dedica a um universo bem diferente, a confecção das urnas do Pet Memorial.

Quem às admira, observa apenas a estampa e a recordação de companheiros queridos, mas por trás dessas mini esculturas estão verdadeiras obras de arte. Através de um processo cuidadoso, que requer muita habilidade, Luiz Garcia se mostra atento a cada confecção. O prazer no trabalho fica claro para quem assiste a um ritual de acabamento de suas obras de arte.

Confecção
O processo de desenvolvimento do material tem início nas fotos dos modelos das diversas raças trabalhadas. Os olhos atentos e as mãos firmes na modelagem dão andamento ao trabalho. 

Luiz Garcia diz que o acabamento das estatuetas podem ser em bronze ou resina e, de acordo com ele, a perfeição surpreende os admiradores. “Alguns moldes necessitam de mais cuidados e habilidades”, afirma o artesão.
Quando a peça requer mais cuidados, os moldes são feitos com silicone, que é um material que pode ser retocado, o que não acontece com o bronze, que não propicia o acabamento final.

“Na peça já esboçada, dou um pouco mais de acabamento no barro, e depois tiro um molde de silicone. Assim ele se funde em uma peça mais dura e resistente que permite trabalhar com mais facilidade os detalhes”, explica Garcia.

No processo também é usado o gesso mais duro ou a resina. Suas principais ferramentas de trabalhos são iguais as utilizadas por dentistas, pois facilita no retoque dos detalhes.

Para se chegar a anatomia correta dos animais, observa-se e estuda os desenhos e as proporções, que colocados no devido lugar, serão idênticos aos modelos. As esculturas em resina são feita no próprio atelier de Luiz Garcia.

Apenas com a forma de silicone já se é possível ver os detalhes dos olhos, das orelhas e da pelugem. Depois de ficar na estufa, a peça sai pronta e a semelhança com os companheiros de estimação e impressionante. Em seguida, basta apenas esperar secar, dar os últimos retoques e pintar de acordo com o padrão e as cores da raça.

Mas o processo não termina. Toda semana o senhor Luiz Garcia viaja até Piracicaba, interior de São Paulo, para transformar em bronze algumas de suas obras de arte. Lá o processo é outro. Com base nas mesmas fôrmas de silicone é feita uma peça em cera. 

Em seguida, essas peças são contornadas por uma areia especial, que endurece ao contato com o gás carbônico e com uma camada de terra. Nesse momento, é derramado o metal derretido e incandescente. Em poucos minutos, o que era cera da lugar a uma linda escultura de bronze.

Mais alguns retoques e a peça está pronta. De acordo com Luiz Garcia essa pequena obra de arte não pretende apenas obter a perfeição em forma e detalhes, mas sim prestar  uma homenagem a essa turma que sempre fez parte de sua vida.

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