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Arganaz, um roedor fiel

Arganaz, também conhecido como Querogrilo, é um bichinho pequeno e corpulento. É também um exímio roedor agrícola e parece um coelho selvagem, pertencendo à família Gliridae. Noturno, pode ser encontrado na Europa, Ásia e África e se alimenta especialmente de frutas, sementes, flores, nozes e insetos. No inverno, como todo roedor, hiberna.

Sua pele é veludosa e usualmente costuma ser utilizada para vestidos. No Brasil, há uma espécie similar, o tuco-tuco, rato silvestre pertencente ao gênero Ctenômis.

Aspecto curioso envolve o Arganaz: é uma das raras espécies em que predomina a monogamia. Quando um Arganaz macho escolhe uma fêmea, mantém-se fiel a ela até o fim, ajudando na criação dos filhotes e na defesa do ninho. No entanto, nos anos 90, pesquisadores americanos descobriram que os roedores que carregavam variações no AVPR1A fugiam aos padrões de um Arganaz típico e imediatamente após o acasalamento abandonavam as fêmeas.

Embora desconhecido para muitos, esse animal é citado na Bíblia, como em Pv 30:26, onde se lê "os araganazes, povo não poderoso; contudo, fazem a sua casa nas rochas". É citado também em Levíticos 11:5 e em Deuteronômio 14:7.

Software traduzirá sons de animais

Apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um software capaz de interpretar a vocalização dos animais suínos, bovinos e aves, identificando se estão com frio, fome ou sob algum tipo de estresse. O programa está em fase de patente.

Para a pesquisadora e coordenadora do projeto, Irenilza de Alencar Naas, a vocalização é uma ferramenta importante para fornecer dados do bem-estar do animal, seu estado de saúde e adaptação social, de forma não-invasiva.

Ela explicou que a busca pelo bem-estar tornou-se preocupação recorrente dos produtores, não somente para atender a demandas de exportação, como para adequar novos paradigmas do setor: “Usando os conceitos da zootecnia de precisão, estamos oferecendo uma tecnologia que poderá ajudá-los”.

Desenvolvido por alunos no Laboratório de Conforto Térmico da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp, o software permite a gravação e configuração dos dados, gravando os sinais de vocalização de suínos e facilitando a análise e interpretação dos ruídos emitidos pelos leitões em situações estressantes e não estressantes, mostrando resultados distintos da caracterização dos sons enviados em ambas as situações.

Além do trabalho elaborado com suínos, os pesquisadores testaram o software de medida da vocalização com aves e bovinos. “Estimamos a condição de estresse de bezerras em baias de criação e também medimos o bem-estar térmico de pintinhos na fase de aquecimento”, conta Naas.

No estudo com bezerros, os resultados mostraram que as bezerras mais jovens apresentam maior estresse com a separação da matriz. O grupo de pesquisadores utilizou cinco fêmeas, divididas em dois grupos em função da idade. A separação dos bezerros no manejo de vacas leiteiras é importante na produção comercial de leite, mantendo-os em baias individuais para evitar a expressão de comportamentos anormais, como agressividade. Esse manejo deve ser adequado às novas normas de bem-estar animal para não haver comprometimento futuro dos animais.

Já em relação às aves, os pesquisadores correlacionaram o estudo da temperatura ambiente com o comportamento de vocalização dos animais. Foi verificado que os pintinhos, nas primeiras três semanas, têm uma tendência para sonorizar menos quando estão expostos a um ambiente com conforto térmico: “Quando a temperatura diminui, a freqüência de vocalização vai aumentando”.

Elande, o maior antílope

O Elande constitui a maior espécie de antílope, parecendo-se muito com o gado doméstico. Esse animal é encontrado espalhado por toda a África Central e Meridional, chegando para o Norte até o Senegal, Sudão, Quênia e Tanzânia. Seu habitat preferido é a savana arborizada, nunca penetrando nas zonas de florestas. Sua alimentação consiste em folhas de árvores e arbustos. Habitualmente usa seus chifres para alcançar os galhos mais altos. Em época chuvosa, faz verdadeiros banquetes no capim viçoso e abundante.

O Elande é um animal gregário que vive comumente em manadas de 8 a 10 indivíduos. Seu grupo familiar é constituído por um macho, várias fêmeas e filhotes. O nascimento ocorre principalmente na estação das chuvas e o período de gestação dura de 250 a 270 dias. Os chifres do Elande são uma arma de defesa muito eficiente. Dentre seus poucos inimigos estão os leões e o homem.

O Elande pode pesar até 1 tonelada. Apesar do peso, é ágil e pode pular 1,5 metro de altura. São encontradas três subespécies: Elande-do-leste (Taurotragus oryx pattersonianus), Elande-de-livingston (Taurotragus oryx livingstoni) e o Elande-do-sul (Taurotragus oryx oryx).

Kiwi: peludo e agressivo

Estranho no Brasil, o Kiwi é tão conhecido na Nova Zelândia quanto o canguru na Austrália. Da família das Ratites, esse animal é uma ave áptera, ou seja, sem asas, incapaz de voar.

O Kiwi possui cabelo ao invés de penas em seu corpo, que se pende sobre pernas gordas e fortes, podendo assim caminhar pela vegetação sem problemas. De características noturnas, detesta a luz do dia e tem como principais predadores a águia e o falcão.

Por ter inimigos muito mais fortes, o Kiwi desenvolveu extrema habilidade em proteger-se na mata fechada, inclusive pelo fato de viver na noite diminui as oportunidades de ser visto por outros animais.

Sua principal arma de defesa não é o bico e sim as patas, que são muito afiadas. Mesmo pequeno, o Kiwi é agressivo e não deixa ninguém tocá-lo sem pelo menos tentar um golpe.

Na mata, protege tanto seu território que é capaz de perseguir um humano com uma potência que impressiona. Como uma locomotiva, o Kiwi emite sons como gritos.

Existem cinco espécies diferentes de Kiwi na Nova Zelândia, mais negro, marron, menor, maior. Símbolo na Nova Zelândia, sua popularidade é tão alta nesse país que inspirou até o nome para a fruta, por ter a casca peluda.

Em processo de extinção, um filhote nasceu recentemente no Parque Zoológico Nacional Smithsonian, nos Estados Unidos. O nascimento da avezinha fora de seu país de origem é um evento raro.



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