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Um
cão nadador
O
Cão D’Água Português é conhecido por
seus dotes de natação. Um excelente nadador e mergulhador,
o cão apresenta um temperamento voluntarioso e altivo.
Quanto à pelagem, é possível encontrá-lo
de duas maneiras: com pelagem longa e ondulada, lustrosa e solta,
em geral com tosa parcial a partir das últimas costelas,
ou ainda com pelagem curta e encaracolada, assentada rente, sem
brilho e em mechas cilíndricas.
Suas
principais qualidades são a inteligência, lealdade
e obediência. Vale ressaltar que sua aparência geral
é de um cão médio, robusto, resistente e
bem musculoso.
Esse
cão era encontrado em toda a costa portuguesa, onde era
utilizado para direcionar os cardumes de peixes para as redes,
trazer redes perdidas ou quebradas e como correio de um barco
para o outro ou para a praia. Eles eram usados também em
barcos que viajavam das águas quentes de Portugal em direção
às frigidas águas do norte para a pesca do bacalhau.
A
sua variação de tamanho é grande, os menores
eram usados em pequenas embarcações e os grandes
nos barcos maiores.
Origem
e história
A
origem do Cão D’Água Português é bem
discutível. Alguns acreditam que date de antes de 700 AC,
nas estepes da Ásia Central, próximo à divisa
da Rússia com a China. A teoria se deve ao uso naqueles
locais destes cães como pastores, capturados pelas forças
berberes (povo caucasiano da África do Norte) e levados
pelo norte africano para o Marrocos. Seus descendentes, os Mouros,
chegaram no século VIII em Portugal levando com eles seus
cães de água.
Outra teoria sustenta que esses cães teriam sido levados
das estepes asiáticas por hordas de bárbaros. O
grupo dos Ostrogodos seguiu para o oeste e seus cães se
tornaram os Poodles Alemães. Os Visigodos foram para o
sul lutando contra os romanos e seus cães se tornaram os
Lion Dog (cachorro Leão).
Nos anos 400 os Visigodos invadiram a Ibéria (Espanha e
Portugal) e ali esses cães encontraram seu lar. Isso explica
a hipótese de que os Poodles e os D'água Portugueses
teriam a mesma origem.
A raça permaneceu na sua forma rústica, enclausurada
ao longo da costa portuguesa por centenas de anos. Só no
século XX esses cães se tornaram mais conhecidos.
Em 1930 um armador português e apreciador de cães,
Dr. Vasco Bensuade, se tornou o grande responsável pela
preservação e salvação da raça.
A partir daí o Clube dos Caçadores Portugueses foi
reconhecido, um padrão foi determinado e a raça
classificada na categoria de cães de Trabalho pelo Kennel
Clube Português.
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