Raça que sofreu forte impacto na II Guerra Mundial, a Flatcoated Retriever chegou a estar ameaçada de desaparecer. A alternativa encontrada para garantir a sua sobrevivência foi acasalar Flats com Goldens e Labradores, o que, eventualmente, pode causar o nascimento de Flats de cor amarela, o que não é reconhecido, já que a coloração de sua pelagem é preta ou fígado, um chocolate bem escuro.
Pelo que se sabe, o desenvolvimento do Flatcoated Retriever vem do século XIX, no início dos anos 1870, na Inglaterra, e é creditado a S. E. Shirley. As raças St. John's Water Dogs, Spaniels de Água e, possivelmente, Scotch Collies foram usadas para desenvolver o Flatcoat.
Conta-se que Shirley estabilizou o Wavy ou Curlycoated Retriever e fixou o tipo do Flatcoated Retriever. Ele não usou Setters no desenvolvimento do Flatcoat, mas é muito provável que a mistura dos Retrievers já tinha infusões de sangue de Setter. Outra informação corrente é que Shirley usou Labradores, disponibilizados fora dos canis Buccleugh e Malmerbury.
O Flatcoated Retriever é considerado confiante, amável e muito alegre, mas pode ser bastante depressivo, caso seja deixado sozinho ou esquecido por algum tempo.
No ranking de inteligência de Stanley Coren, publicado em seu livro “A inteligência dos cães”, o Flatcoated Retriever ocupa a 18ª posição, entre 133 raças pesquisadas.
Além de ótimo companheiro de família, pois adora a companhia humana, ele é reconhecido como um recuperador de caça extremamente versátil. Ativo, necessita de exercícios diários e muitas atividades. Gosta de brincar na água e é um cão limpo, que requer uma boa escovação semanal.
De tamanho médio, o Flatcoated Retriever apresenta uma expressão inteligente, com olhos de cor de avelã ou castanho escuro. A pelagem é densa, de textura fina à média, a mais lisa possível, enquanto as pernas e cauda são bem peludas. A altura ideal varia de 59 a 61,5 cm nos machos e 56,5 a 59 cm nas fêmeas; enquanto o peso ideal é de 27 a 36 quilos, machos; e 25 a 32 quilos, fêmeas.
É bastante forte e resistente, mas, como se disse, em função do quase desaparecimento da raça, os criadores conseguiram identificar diversos problemas de saúde, como catarata, atrofia ou displasia da retina, displasia coxo-femural e de cotovelos e câncer.
Texto preparado por Luiz Carlos Ferraz (luizferraz@uol.com.br)
|