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Um
cão com habilidade de enxergar a longas distâncias
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Os
Spaniels Tibetanos eram usados como cães de companhia, mas
devido a habilidade de enxergar a longas distâncias e ao insistente
latido, eles se tornaram bons guardiões. Passavam horas sentados nas
paredes do monastério olhando ao longe e davam rapidamente alarme
contra a aproximação de estranhos, intrusos ou lobos que vinham à
procura dos rebanhos.
A pelagem é dupla com subpêlo fino e denso. O pêlo é sedoso, liso
nas faces e região anterior dos membros, de comprimento moderado no
tronco e caindo reto. Orelhas, região posterior dos membros bem
franjados e cauda e culotes guarnecidos de pêlos mais longos. As fêmeas
tendem a ter menos pelagem e juba que os machos. Todas a cores e
misturas delas são permitidas.
Ele é um cão alegre e dogmático, muito inteligente e arredio com
estranhos.
Na aparência geral é pequeno, ativo e alerta. Silhueta bem
equilibrada, com tronco ligeiramente mais longo que a altura na
cernelha. A cabeça é pequena em relação ao corpo, o focinho de
comprimento médio e um leve prognatismo. A cauda tem inserção alta e
é portada igualmente alta em anel ou sobre o dorso.
HISTÓRIA

A
região do Tibet sempre esteve isolada do resto do mundo, exceto pelos
seus vizinhos China e Índia. A vida solitária do seu povo nômade,
mesmo nas mais remotas vilas do país, aliada ao crescimento do Budismo,
que não permite o abate de animais, são fatores que elevaram a importância
dos cães na vida dos Tibetanos. O Tibet, um país essencialmente pacífico
e de grande religiosidade, tornou-se Budista no século XVII.
Acredita-se que os pequenos cães dos monastérios eram os antigos
antepassados do Spaniel Tibetano. Eram fiéis seguidores de seus mestres
Lama e ficaram conhecidos como "pequenos leões". O leão
representava o poder do Buda sobre a violência e agressão.
Devido às trocas dos Spaniels Tibetanos entre palácios e monastérios
a raça provavelmente tenha ancestrais comuns com várias raças
orientais, incluindo o Japanese Chin e o Pequinês.
De todas as raças Tibetanas, o Spaniel Tibetano é o único a ter pés
de lebre em vez dos pés arredondados.
Os Budistas tinham grande fé na reencarnação e acreditavam que em
vidas passadas eles poderiam ter sido animais e poderiam voltar a ser em
vidas vindouras, daí o carinho pelos animais no Tibet. Em tumbas
Chinesas podia-se encontrar representações dessa raça feitas de cerâmica
ou argila. Eles acreditavam que os cães ajudariam no que seriam as
vidas vindouras.
Representantes da raça podem ser vistos em peças de bronze da época
da Dinastia Shang em 1100 A.C.
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