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O
cão sagrado do islamismo
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O
Saluki é um cão de companhia, de porte médio e temperamento muito
forte. Tem características peculiares, é inteligente e independente. Não
gosta de muitos mimos e não atende os chamados ou ordens de qualquer
um. Se puder, nunca o faz. A não ser que algo lhe interesse.
A
sua aparência, também não é nada comum. As pernas são longas e
finas com o dorso arqueado exibindo até as costelas. Este visual causa
má impressão e espanto aos que não o conhecem. Já para outros, esta
imagem diferenciada é o que atrai. O inquestionável ar de nobreza e
elegância funciona como chamariz.
Apesar de não demonstrarem a todo instante afago, os Salukis são muito
ligados e gentis com os donos. Por ser um cão muito sensível, não
tolera repreensões muito agressivas.
As manifestações de carinho duram segundos. Parece que não apreciam
contato físico intenso. O máximo que fazem é abanar o rabo. Podem,
ainda, esfregar rapidamente a cabeça ou encostá-la na do dono como
forma de cumprimento. O Saluki sente a falta daqueles que ama. Fica
triste e cabisbaixo na ausência do dono.
A sua pelagem é lisa e sedosa com franjas nas orelhas. As cores podem
ser: branco, acinzentado, bege, dourado, vermelho, preto e castanho,
cinza e castanho e tricolor (preto, branco e castanho), incluindo todas
as variações.Mede de 58 a 71 cm.
Gostam de uma verdadeira mordomia fazendo questão de ficarem em lugares
confortáveis e macios. Um bom cochilo ficará ainda melhor se o Saluki
estiver deitado numa cama, poltrona ou almofada.
Precisam
se movimentar diariamente e, pelo menos uma vez por semana, correr em áreas
livres.
Origem
e História
Pode-se
afirmar que o Saluki é a mais antiga raça de cães domésticos, já
que existem registros de sua existência em tumbas egípcias datadas de
milhares de anos antes de Cristo.
Esta é a única raça aceita pelo Islamismo, que a considera um
presente de Alá — por isso, o Saluki recebe o nome de El Hor ("O
nobre").
Popular no Irã, país ao qual se credita sua origem, bem como no
restante do Oriente Médio e Ásia, o Saluki é pouco difundido em
outras partes do mundo.
Seu nome provém da cidade árabe desaparecida Saluk, que significa
"o nobre". Muito antigo, acredita-se que descende do Canis
familiares leineri. Exemplares já muito semelhantes aos Salukis atuais
aparecem em esculturas e gravuras de tumbas egípcias e mumificados ao
lado dos corpos de faraós.
Os muçulmanos, que segundo seu livro sagrado, o Alcorão,
consideravam o cão um bicho impuro, abriram uma exceção apenas ao
Saluki. Diziam que ele era um "presente de Alá", uma benção
ao seu dono e família. Não podia ser vendido nem trocado. Caso contrário,
a pessoa seria amaldiçoada. Quando os filhotes nasciam com uma mancha
branca na cabeça, consideravam-no duplamente abençoado – a marca era
"o beijo de Alá". Tinha também o privilégio de dormir
dentro da tenda junto aos sheiks. A raça só chegou ao Ocidente no século
XIX.
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