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Um
grandalhão forte, ágil e companheiro
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O
Rhodesian Ridgeback é um cão forte, musculoso e de grande porte. É um
cão fácil de ser criado e mantido pois é limpo e obediente. Não é
barulhento nem briguento.
Se
necessário é muito ativo e veloz. Mas também é um ótimo companheiro
para momentos de relax. È capaz de ficar horas estirado no tapete
enquanto o seu dono lê um jornal ou revista. Com crianças é paciente
e nunca se mostra agressivo.
A característica mais marcante e que identifica a raça, é o pêlo na
linha do dorso crescendo na direção oposta ao restante do corpo (Ridge).
A sua altura varia de 61 a 69 cm e o seu peso entre 29 e 39 Kg.
A sua pelagem é curta, densa e brilhante com cor trigo pálido ou fulvo
avermelhado. Uma pequena mancha branca no peito e na ponta dos dedos
também é aceita.
É conhecido também como African Lion Hound (Hound de Leão Africano).
Nativo da África do Sul, ele tem sido criado pelos fazendeiros Boers
(nativos descendentes de colonizadores holandeses) para trabalho de caça
pesada na mata.
São muito resistentes ao rigor da selva africana onde a temperatura é
altíssima durante o dia, caindo abaixo de 0º durante a noite.
Conseguem ficar 24 horas ou mais sem beber água.
A
raça não foi desenvolvida para matar os animais que caça, mas sim,
acuar, intimidar e dominar a presas, sem tocá-las ou agredi-las
fisicamente. Esta raça pode desempenhar função de cão farejador,
policial e cão de pastoreio.
Por ser de grande porte, o Rhodesian Ridgeback deve ser criado, se possível,
em grandes espaços e realizado sessões diárias de exercícios.
Até hoje, se o negócio for correr com o dono, que ele se prepare, pois
o Rhodesian Ridgeback além de rápido não se cansa fácil.
Uma
outra qualidade do Rhodesian é como um extraordinário
"saltador". Chega a saltar mais de 2 m de altura, o que requer
cuidado com portões baixos.
É um cão silencioso, não costumando latir por qualquer motivo.
Portanto, quando der o alarme, vale a pena verificar.
A sua desconfiança com estranhos é até mencionada no padrão oficial.
Se um desconhecido invadir o território de um Rhodesian Ridgeback, ele
parte para cima para valer, com um destemor e valentia dignos de quem caça
um leão.
Origem e História
Nos
séculos XVI e XVII, Holandeses, Alemães e Huguenotes migraram para a
África do Sul levando consigo seus cães Dinamarqueses, Mastiffs,
Bloodhounds, Terriers, entre outros.
A partir de 1707 a imigração européia ficou fechada por cem anos e
isso foi muito favorável para o desenvolvimento do Ridgeback.
Os nativos possuíam uma raça, "Hottentots", que eram cães
de caça meio selvagens. Eles tinham uma pelagem muito característica
onde os pêlos das costas na linha da coluna formavam uma crista,
crescendo para frente, em sentido contrário do restante do corpo.
O cruzamento dos cães trazidos pelos imigrantes com esse nativo deu
origem aos atuais Ridgebacks, que supriam as necessidades dos
fazendeiros locais.
Os
Boers usavam-no na caça de perdizes, de animais de pêlo como lebres,
doninhas, entre outros e também na caça de animais de grande porte.
A
raça foi reconhecida oficialmente pelo South African Kennel Union, a
partir de 1922, graças à paixão, dedicação e a condução de Mr.
Francis Richard Barnes.
O nome "Rhodesian Ridgeback" foi atribuído à raça em
virtude do cão possuir uma protuberância exatamente na altura da
espinha dorsal, em forma de uma pequena cordilheira. Este nome só é
encontrado em registros a partir de 1928.
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