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Sou
gracioso e minhas orelhas lembram...
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O
Papillon é uma variedade do Spaniel Anão Continental e tem por
principal característica as orelhas eretas, em formato de asas de
borboleta. Daí o nome Papillon, que em francês é borboleta. A mesma
raça com orelhas caídas toma o nome de Phaléne. Ele é pequeno, meigo
e obediente.
Além
de ser dócil e sociável, sabe como ninguém captar o humor de seu
dono. Este pequenino tem grande facilidade em agility, e ainda é ágil
e um excelente caçador. E mais: possui um ouvido aguçado que o torna
um bom cão de alarme.
A pelagem do Papillon não é muito longa, necessitando somente de
escovação semanal. Quanto às cores, todas são aceitas sobre o fundo
branco. Seu peso varia de 2,5kg a 5 kg e seu tamanho de 20 a 28 cm.
O Papillon vive, em média, 16 anos. Já suas orelhas costumam levantar
entre os dois e seis meses.
É uma raça muito graciosa, forte e que não necessita de cuidados nem
no inverno rigoroso nem em altas temperaturas. Adaptam-se bem tanto em
pequenos apartamentos como na liberdade do campo.
Origem
e História
Ele
viveu sobre colos nobres das cortes européias, como o de Maria
Antonieta, Luís 14 e Madame de Pompadour. Foi retratado por mestres do
calibre de Rembrandt, Boucher, Fragonard, Ticiano, Van Dyck, Watteau e
West.
Supõe-se que a raça tenha nascido da fusão do já extinto Spaniel Anão
da Bélgica com algum cão de raízes orientais. Sinais dessas raízes são
a ossatura leve, tamanho diminuto e rabo curvado. Sua primeira
representação conhecida é do início do século 14, em afrescos de
uma igreja de Assisi, na Itália, pintados por Giotto.
Freqüentou por cerca de duzentos anos as cortes européias, sempre de
orelhas caídas. Lá, se tornou muito estimado e um dos seus símbolos,
tanto que foi quase dizimado no século 18 pela Revolução Francesa. As
orelhas eretas surgiram no final do século 19, perpetuadas por
criadores belgas.
A raça ganhou novo impulso na França, Bélgica e Inglaterra a partir
da Primeira Guerra. É considerada oficialmente como franco-belga. O
charme das orelhas levantadas fez o Papillon ser mais cobiçado que o
Phalene, bastante raro no mundo.
Até a década de 40, o cruzamento entre Phalenes poderia gerar um
Papillon e vice-versa.
No Brasil, nos últimos 11 anos não ocorreram registros. No início da
década de 80 houve uma tentativa infrutífera de iniciar a criação de
Papillons em nosso país.
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