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Um cão
de companhia, guarda e defesa
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O
Mastim do Tibet é um cão enérgico e livre, mas em geral seus
movimentos são lentos, parece mover-se em câmera lenta.
Devemos reconhecer que este não é um animal "fácil",
honrando sua fama de cão rústico, pouco amável e sempre independente.
Auto-suficiente, intuitivo, desconfiado, é o cão ideal para a guarda
de grandes propriedades durante a ausência do dono.
Incapaz de viver em espaços pequenos, pouco adequado aos climas quentes
e um pouco agressivo com outros animais.
Apesar de tudo, é fiel e entrega-se a quem o trata desde filhote, ás
vezes pode ficar um pouco melancólico.
Os machos tem pelagem mais densa e mais abundante, e as cores permitidas
são o negro intenso, com uma pequena mancha no peito; também negro com
manchas cor de fogo, dourado ou azul, com ou sem brilho. Cores brancas
ou manchadas não são desejáveis. No máximo admite-se a ponta dos
dedos brancas e a estrela no peito.
Os
machos devem medir 65 cm na altura da cernelha, no mínimo. Fêmeas,
pelo menos, 62 cm. Sua expressão oscila entre séria e alerta
Origem e História
Ancestral
da maioria dos dogues e mastins europeus, o Mastim do Tibet tem
um lugar de destaque dentro da história cinofílica mundial.
Marco Polo foi um dos primeiros a fazer menção de sua importância, em
sua obra "O livro de Marco Polo" no ano de 1270. Provável
descendente do antiqüíssimo Barophagus, extinto na Era Terciária, o
Mastim do Tibete conservou-se quase que intacto durante séculos,
marcando com suas características as variedades caninas européias e
asiáticas.
Hoje em dia se cria pouco e somente podemos encontrá-lo puro em alguns
vales do Himalaia, onde os habitantes locais tentam conservar ao máximo
suas qualidades.
Os exemplares criados na Europa e nos Estados Unidos têm determinadas
características morfológicas bastante aceitáveis, apesar de haver
quem afirme que lhes falta algo no temperamento, quando comparados a um
autêntico Mastim do Tibet.
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