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Pequeno
mas de personalidade grande
O Lhasa Apso é um verdadeiro amo
das crianças. Pequeno, pode ser um bom cão de alerta e de
companhia. Adapta-se bem a qualquer espaço, seja em quintais ou
dentro de apartamentos, ideal para
que tem pouco espaço. Por tudo isso, é considerado um excelente
cão para toda a família.
Apesar de normalmente não serem
agressivos, não costumam ser muito tolerantes com determinadas
brincadeiras. Também não são muito afeitos a carinhos de
estranhos, sendo geralmente reservados. Não é raro encontrar
casos de Lhasas que rosnam ou mordem quando são contrariados,
retirados dos seus locais preferidos, quando alguém chega perto
de “sua pessoa preferida” ou quando alguém tenta mexer na sua
comida. A propósito,
as fêmeas de Lhasa tendem a ser mais “mandonas” do que os
machos da raça.
Origem e História
Esta é uma raça originária do
Tibet, resultado do cruzamento do Terrier do Tibet com Spaniel
Tibetano. Segundo a tradição tibetana, pelo menos até a anexação
pela República Popular da China, era impossível se comprar um
Lhasa. Eles eram criados pelos monges, dirigentes políticos e por
pessoas de alta posição social sendo no máximo oferecidos como
presente e prova de gratidão e respeito. No seu país de origem,
ele era um presente do Dalai Lama a seus convidados de honra.
Talvez por isso exista até hoje a crença de que quem é
presentado com um Lhasa Apso ganha sorte para a vida inteira.
Consta que os melhores e mais
belos exemplares habitavam o Palácio do Dalai Lama.
Posteriormente chegaram à corte imperial chinesa como parte dos
pagamentos de tributos, tendo sido bem aceitos, valorizados e
contribuíram para a formação da raça Shih-Tzu. O Lhasa sempre
foi um cão de companhia, mas tem audição apuradíssima
percebendo sons sutis e distantes e funciona como cão de alarme,
latindo de forma muito particular. Na verdade este seu latido
especial ele é chamado no Tibet de "apso seng kye", ou
seja "cão sentinela com voz de leão".
É muito comum confundir esta raça
com o Shih Tsu, cão originário do oeste da China. Isso porque,
no passado, o Dalai Lama do Tibet tinha costume de presentear seus
convidados de honra com Lhasas — enquanto na China os
governantes davam o pequeno Shih Tsu. Especula-se que tenham
acontecido cruzamentos inter-raciais com o Lhasa Apso fora do
Tibet. No entanto, é possível diferenciar claramente o Shih Tsu
e o Lhasa Apso, observando, por exemplo, o focinho e a cauda.
No livro The Intelligence of Dogs
de Stanley Coren, o Lhasa Apso ocupa a 67ª posição entre as raças
pesquisadas. Ainda segundo o autor, isto significa que eles são
considerados apenas como aceitáveis no processo de aprendizado e
na capacidade de serem treinados para executar tarefas. As vezes
é preciso cerca de 25 repetições antes que eles comecem a
mostrar algum sinal de entendimento do comando novo e
provavelmente serão precisas outras 40 a 80 repetições antes
que eles se tornem confiáveis em tal comando. Ainda sim o hábito
de responder ao comando pode parecer fraco.
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