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Serpentes

As
serpentes não são animais para ficar brincando, pegando no colo
e acariciando. De personalidade fria, elas não obedecem, não
demonstram carinho ao seu dono e não são companheiras. Agem
simplesmente por instinto. Depois de certo tempo há um respeito
pelo dono por saber que é através dele que elas são
alimentadas.
Vivem em média 20 anos e o comprimento varia de acordo com as espécies.
Nascem geralmente com 30cm, e podem atingir quatro metros como a
jibóia e seis metros como a Píton Burmese.
As
cobras trocam de pele pelo menos duas vezes ao ano que é
recoberta por escamas com formato alongado na parte superior e
arredondado na cauda e extremidades. Possuem muitos ossos, cerca
de 838 ossos contra 108 do homem.
A serpente deve ser manuseada suave e lentamente. Senão, pode se
assustar e dar um bote. Quem já levou, garante que não dói. O
problema maior do bote é o susto que o dono leva, podendo
derrubar a serpente e causar-lhe graves ferimentos nos órgãos
internos e a quebra da coluna.
As serpentes não captam sons acima de 140hz já que possuem
ouvidos internos, porém têm grande sensibilidade às vibrações.
Sua língua é estreita, flexível e bi partida, o que favorece a
captação do cheiro.
Entre as 18 famílias de serpentes, os maiores exemplares de
serpentes são encontrados na Família dos Boídeos. Não são peçonhentos
e não possuem presas. Já a família mais numerosa é a dos
Colubrídeos, abrangendo mais de 2.000 espécies. Possuem presas e
não são peçonhentas.
O animal é classificado como peçonhento quando possui veneno que
é capaz de causar grandes danos a um outro individuo. A injeção
do veneno ocorre através de presas ou ferrão.
No caso do cativeiro ou criação, é bom que a cobra recebe luz
do sol na parte da manhã. Quanto à luz artificial, existem lâmpadas
especiais para répteis ou ainda podem ser usadas lâmpadas
infravermelhas para aquecer. Jamais devem ser colocados materiais
ou pedras pontiagudas que possam ferir o corpo da serpente.
A alimentação varia conforme a espécie, mas em geral, as
serpentes se alimentam de mamíferos, insetos, pequenos
invertebrados, peixes, entre outros. As espécies que são criadas
em cativeiro (terrário) geralmente se alimentam de pequenos mamíferos.
A quantidade vai variar de acordo com a idade, espécie, tamanho,
clima. Como qualquer outro réptil, a cobra ou serpente sofre no
inverno e isso acaba influenciando no seu apetite que diminui
neste época do ano.
Dica importante:
A grande maioria das cobras quando está alimentada, fica
“repousando” e quando está com fome, fica agitada. De acordo
com o seu comportamento, dá para perceber quando está ou não
pedindo comida. Troque a água diariamente, pois elas costumam
defecar dentro da água. Nunca pegue uma serpente na mão sem
conhecê-la, pois dependendo da serpente e o tempo de socorro, a
picada pode ser fatal.
CURIOSIDADES:
*A maior serpente já registrada é uma sucuri de 11,50m.
*A naja africana é capaz de lançar o veneno a uma distancia de
até 2,40m.
*Um grama de veneno da naja pode matar 150 pessoas.
*A maior serpente venenosa é a cobra rei que chega atingir 4,50m.
*A maior serpente venenosa do Brasil é a surucucu medindo em
torno de 3,60m.
Origem
e História
Elas
surgiram na terra há cerca de 145 milhões de anos e tem função
muito importante em um bio sistema como qualquer outro animal. São
grandes predadoras de roedores e algumas espécies só se
alimentam de filhotes de cobras venenosas, mantendo assim em seu
habitat um equilíbrio ecológico perfeito. Isso nos leva a crer
que elas não são os animais que deveriam ser extintos como
muitos desejam.
No
Brasil, o universo das serpentes como animais de estimação não
se compara ao americano, mas existe e é crescente. No momento a
importação de répteis está interrompida, mas há exemplares em
algumas lojas.
Há também duas condições básicas para a compra e a venda de
serpentes no país. A primeira é que é proibido criar espécies
peçonhentas que oferecem risco ao homem. A segunda, válida para
todos os animais, impede a posse de espécies da nossa fauna, a
menos que o Ibama a autorize. Mas, a realidade é diferente.
Grande parte das pessoas que partilha o seu dia-a-dia com uma
serpente no Brasil, o faz com jibóias, espécies nativas. |