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Brincalhões
e indefesos

O
peixe Kinguio é dócil e sociável, adora a vida comunitária. É
um peixe indefeso e por isso não se deve colocá-lo junto com
peixes que atacam como os tetras e sumatras. Os peixes recomendáveis
para lhe fazer companhia são: Carpa, Molinésia, Limpa-Vidros,
Cascudos, Tanitis, Limpa Fundo e Colisa.
Bagunceiro, este peixe tem uma mania: a de revirar todo o substrato
do aquário e arrancar as plantas à procura de alimento, deixando
assim a água turva.
Para que ele esqueça esse hábito nada civilizado, o criador deve
fazer uma grossa forração no fundo do aquário (cerca de 5 cm)
usando 10% de cascalho branco e 90% de cascalho do rio. Como vegetação,
as plantas que melhor resistem às peripécias do kinguio são a
Vallisneria, a Elodea e a Echinodorus.
São bastante resistentes e dificilmente dão trabalho ao seu dono.
A única exigência é quanto a aeração do aquário, que deve ser
bem eficiente, para não deixá-lo com falta de ar, pois eles
necessitam de muito oxigênio.
De corpo oval, esférico e longo, as caudas variam conforme as mutações.
Há uma diversidade de cores, como a marrom-dourado, branco, preto,
vermelho, laranja, amarelo, cinza, chá e algumas combinações
dessas cores com pintas.
Na
China e no Japão este peixe é conhecido como Kinguio, no Brasil
como Peixe Japonês ou Peixe Vermelho e nos Estados Unidos como
Goldfish. Esta espécie pode ser colocada tanto em aquários, como
em laguinhos de jardins, ao ar livre e pode chegar a medir 30 cm. Se
criada em aquário vive cerca de 10 anos e em lagos, 30 anos.
A temperatura da água deve ser de 20ºC e o pH 7,2. A troca de 1/3
de água deverá ser feita mensalmente e sifonagem do fundo. As
plantas ornamentais devem ser artificiais, pois os Kinguios comem as
naturais.
A alimentação deve ser feita duas vezes por dia, se consumidas em
mais ou menos 5 minutos. Oferecer ração em flocos e coração de
boi cru raspado, alface, espinafre, tubifex e vôngole em pedaços.
Reprodução
Apenas
na época da reprodução pode-se distinguir o Kinguio. Nesse período
é fácil diferenciar os sexos. A fêmea apresenta a região anal
bem mais volumosa e no macho se desenvolvem alguns nódulos nas
nadadeiras peitorais, nas brânquias e na cabeça.
Obter a reprodução da espécie em aquários é fácil e simples.
Basta colocar dois machos e uma fêmea num aquário separado, com
bastante plantas. As flutuantes são indispensáveis, pois é aí
que a fêmea deposita os óvulos.
O momento da desova é facilmente percebido: os peixes ficam
agitados, os machos começam a perseguir a fêmea próximo a raízes
das plantas flutuantes, onde ela libera aproximadamente 800 óvulos,
sendo imediatamente fecundados pelo macho e assim que se encerrar,
os peixes adultos serão retirados do aquário, para não devorar a
cria.
Os alevinos nascem cerca de 10 dias após a desova e ficarão
pendurados por meio de um fio protéico na vegetação, durante 48
horas absorvendo o saco vitelino. Passado esse período serão
alimentados com gema de ovo cozido, infusórios. Com 18 dias já
medem 2,5 cm e serão acrescentadas a sua dieta dáfnias, até que
completem 2 meses, quando então serão alimentados como peixes
adultos.
Origem
e História
A
variedade domesticada parece ter originado aproximadamente 1.000
anos atrás na China onde eles eram os animais de estimação da
dinastia Sung. Eles chegaram ao Japão em aproximadamente 1500 e na
Europa (Portugal) em princípios de o 17º século.
Todas as variedades de Kinguios, podem ser combinadas e, talvez isso
seja o que mais atraia os apaixonados pelos aquários. Alguns,
devido a essas modificações, ficam com a movimentação
prejudicada, é o caso do "Olho-de-Bolha, mas alguns ficam com
a aparência bem exótica, como:
a) Cabeça de Leão: tem a cabeça deformada por pretuberâncias;
b) Bolha: chamado de olho-de-bolha, pois tem duas bolsas sob os
olhos;
c) Telescópio: que tem os olhos saltados;
d) Pompom: que tem duas protuberâncias carnosas na frente da cabeça;
e) Oranda de Boné Vermelho: corpo branco com um boné vermelho
sobre a cabeça.
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