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Elas
são venenosas mas têm um colorido especial

As
Salamandras são anfíbios e nadam como serpentes, graças aos
movimentos da cauda. São cerca de 400 espécies, dos mais
variados tamanhos: desde alguns poucos centímetros até a
Salamandra Gigante (Megalobatrachus japonicus) que chega a 1,60 m.
Algumas Salamandras apresentam um colorido surpreendente que faz
qualquer um parar para apreciar. As cores mais freqüentes são o
amarelo, o vermelho, o azul e o preto. E, se bem cuidadas, vivem
de 20 a 25 anos.Seu habitat é em riachos de águas frias e
normalmente hibernam durante o inverno. Cerca de 70% delas prefere
a vida na terra.
O ambiente ideal para se ter uma Salamandra em casa deve ser uma
espécie de aquário, que conte com partes de terra firme, ou
seja, um terrário úmido. Para dois ou três exemplares, a medida
padrão é 40 cm x 30 cm x 30 cm. Metade do espaço interno é
ocupado por terra firme e metade por água, de uns 12 cm de
profundidade.
É aconselhável colocar plantas, tanto na parte aquática como na
terrestre, à vontade. A temperatura nunca deve ultrapassar os 23ºC,
as paredes e o teto (construídos em vidro) têm que estar livre
de frestas ou aberturas pelas quais os animais possam escapar e,
finalmente, é necessário que se providencie algum tipo de rampa
(um pedaço de madeira) para que as Salamandras consigam entrar e
sair da água com facilidade.
Estes anfíbios se alimentam de coração de boi em pequenas
tiras, artêmias adultas, tubifex, larvas de insetos, entre
outros. Os insetos devem ser a primeira escolha para os exemplares
recém-adquiridos que estejam recusando alimentos.
Para que a Salamandra dificilmente adoeça, os alimentos não
podem se deteriorar, principalmente na água, onde provocam a
proliferação de grande quantidade de bactérias que causam doenças.
A reprodução em cativeiro é rara, e só acontece quando macho e
fêmea foram apanhados, já adultos, na natureza. Geralmente, o
macho tem a cloaca maior e sua crista da cauda é mais colorida e
exuberante que a da fêmea, que pode mesmo não apresentá-la.
CUIDADO!
As salamandras são muito venenosas, possuindo por toda a pele glândulas
com uma toxina irritante de mucosas. Algo parecido com a
bufotelina, existente nos Sapos. Portanto, não devem ser
ingeridas e nem manipuladas com dedos feridos. Não se deve, também,
esfregar os olhos após tocá-las.
Origem e História
Após o surgimento da vida no planeta, os anfíbios (da classe
zoológica Amphibia) foram os primeiros animais que se aventuraram
terra adentro. E até hoje, como são inúmeras as formas da vida
animal, eles conservam a sua ambigüidade: vivem, respiram e se
alimentam, tanto na água como na terra. No ambiente aéreo, a
respiração é pulmonar; embaixo d'água, a respiração se dá
através da pele.
Na
classe Amphibia há, basicamente, duas grandes ordens. Uma,
reunindo aqueles que não apresentam cauda, como sapos e
pererecas; e outra, denominada Caudata ou Urodela, que compreende
os de cauda. Estes é que são popularmente conhecidos no Brasil
como Salamandras.
Às vezes podemos ouvir falar em Tristões, da mesma ordem das
Salamandras. Estes pertencem ao gênero Triturus, e preferem a
vida na água. No Brasil, raramente são encontrados à venda. Em
cativeiro, recebem os mesmos cuidados que as Salamandras.
Conta-se que, no decorrer dos tempos, as Salamandras foram alvo de
lendas entre povos antigos. Eram confundidas com pequeninas
criaturas mitológicas que viviam nas chamas, os "elementais
do fogo". Tudo porque eram vistas saindo às pressas das
fogueiras. É que, na natureza, costumam habitar troncos caídos,
que poderiam ser usados como lenha.
Primitivas e lendárias, às vezes parecem miniaturas dos grandes
répteis pré-históricos; em outras ocasiões são chamadas de
lagartixas. Por não serem muito conhecidas no Brasil, a sua
figura, a princípio, pode causar uma certa estranheza. Aos
poucos, no entanto, vai ganhando admiradores.
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