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Baleia
Jubarte

Família:
Balaenopteridae
Nome específico: Megaptera novaeangliae (Borowski, 1781)
Nome comum: baleia-jubarte, baleia-preta, baleia-corcunda,
baleia-cantora, humpback whale
Distribuição: Espécie cosmopolita. No verão,
alimenta-se próximo aos pólos e no inverno migra para os trópicos
para se reproduzir e criar seus filhotes. Possui hábitos
costeiros mas pode ser encontrada também em ilhas oceânicas como
Fernando de Noronha e Trindade. No Brasil, ocorre desde o Rio
Grande do Sul até o nordeste. O Banco de Abrolhos, na Bahia,
constitui uma importante área de reprodução e cria no Atlântico
Sul Ocidental, e a única devidamente comprovada até o momento
(suspeita-se que na costa nordeste do Brasil possa existir outra).
Atualmente, no Hemisfério Sul, existem possivelmente cerca de
12.000 indivíduos, divididos em 7 distintas populações.
Peso, medidas e características: Corpo robusto. Adultos em
geral, medem entre 12 e 16m e podem pesar mais de 40 toneladas.
Dorso preto com manchas brancas irregulares na barriga. Nadadeiras
peitorais e parte ventral da nadadeira caudal variam do preto
total ao branco total, com padrões intermediários. Quilha
central sobre a cabeça, que é arredondada e repleta de
calosidades ou tubérculos, típicos da espécie, que podem estar
recobertos por cracas e piolhos-de-baleia. A nadadeira dorsal é
pequena, falcada ou achatada, situada sobre pequena corcova. A
nadadeira caudal em forma de asa de borboleta, com bordas
recortadas. Nadadeiras peitorais muito longas, correspondendo a
1/3 do comprimento do corpo, com bordas recortadas. Possui de 250
a 400 pares de barbatanas de coloração cinza-escuro ou marrom.
Apresenta de 12 a 36 pregas ventrais, que estendem-se até perto
da abertura genital.
Como nascem e quanto vivem: Os machos disputam as fêmeas
com lutas entre si e comportamentos agressivos. Nas áreas de
reprodução a estrutura de grupo mais comumente observada são
pares de fêmeas com filhotes acompanhadas de um ou mais machos
denominados escortes. A maturidade sexual é alcançada com
aproximadamente 11m. A gestação dura cerca de 1 ano. As fêmeas
dão à luz a um único filhote que ao nascer mede cerca de 5m e
pesam 1,5 tonelada. A amamentação dura de 6 a 10 meses. O
intervalo médio entre as crias é de 2 anos. Pode viver, pelo
menos, 40 anos.
Comportamento e hábitos: Nada sozinha, em pares ou trios
mas pode formar grupos temporários maiores nas áreas de alimentação
e reprodução. Costuma saltar, bater com as nadadeiras e a cabeça
na superfície da água, e por ser curiosa costuma aproximar-se de
embarcações. Pode ficar com a cauda, a cabeça e as nadadeiras
peitorais expostas na superfície da água por até algumas horas.
Costuma projetar a nadadeira caudal fora da água antes de iniciar
um mergulho profundo. Os machos costumam emitir sons semelhantes a
canções que podem durar de 6 minutos até mais de uma hora nas
áreas de reprodução para atrair e cortejar as fêmeas. O canto
é composto de várias frases que se repetem de forma idêntica
durante horas seguidas. Pequenas variações no canto da jubarte só
são percebidas quando ouvidas ano após ano: aparentemente, a
cada ano a baleia acrescenta uma nova frase ao canto. Distintas
populações de baleias-jubarte executam diferentes cantos.
Apresentam um complexo comportamento social. Quando molestada,
pode soltar bolhas pelo orifício respiratório na água e emitir
um barulho parecido com um som de trompete, como sinal de alerta.
Borrifo em forma de balão, podendo atingir 3m de altura.
Alimentação: Principalmente no verão, em águas frias.
Alimenta-se de krill, copépodos e pequenos peixes que formam
cardumes. Possuem uma série de técnicas alimentares altamente
especializadas.
Identificação Individual : A coloração da parte ventral
da nadadeira caudal e a forma e recorte das bordas criam um
desenho de cauda único em cada indivíduo. A forma, marcas e
cicatrizes da nadadeira dorsal também tornam possível a
identificação de distintos indivíduos.
Inimigos Naturais: As orcas (Orcinus orca), as falsas-orcas
(Pseudorca crassidens) e possivelmente os grandes tubarões (Família
Carcharhinidae).
Ameaças: Devido aos seus hábitos costeiros durante seus
períodos migratórios (julho a dezembro) a baleia-jubarte sofre
com fortes pressões antrópicas como por exemplo capturas
acidentais em redes de pesca, colisão com barcos e navios, poluição
dos mares e a destruição de seus hábitats. Outra ameaça
potencial e iminente é o aumento do turismo para a observação
de baleias (whalewatching) no Banco dos Abrolhos, que, se feito de
forma irracional e descontrolada, pode molestar seriamente as
baleias-jubarte. A atividade petrolífera na região do Banco dos
Abrolhos e adjacências é causa de preocupação quanto a futuros
impactos sobre a população de baleias. Existem registros de
capturas em redes de deriva oceânicas para as regiões sul e
sudeste do Brasil.
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