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Um
bicho que apavora muitas pessoas
A maioria das
aranhas é totalmente inofensiva e, na verdade, é uma grande
aliada na eliminação de pragas de insetos muito mais perigosos.
Há dúvidas sobre a origem das aranhas. Certamente elas
originaram-se no mar, e acredita-se que a aparência de seu
ancestral não fosse muito diferente de um caranguejo. Pesquisas
recentes mostram que os aracnídeos evoluíram em dois grupos: os
que têm músculos extensores nas patas e os que não têm.
Além
da diferença quanto ao número de patas, as aranhas diferem dos
insetos quanto à divisão de seu corpo. Nestes, o corpo divide-se
em cabeça, tórax e abdome; em alguns grupos de aracnídeos a
cabeça e o tórax fundem-se para formar o cefalotórax; em
outros, as três partes formam uma estrutura só. Outra nítida
distinção é que os insetos têm um par de antenas.
Algumas
aranhas vivem à beira-mar, submergindo no oceano duas vezes por
dia. A água doce é o habitat da famosa aranha aquática, mas as
outras espécies também conseguem submergir. Muitas aranhas vivem
em galerias subterrâneas, e os únicos lugares onde não há
aranha são os pólos Norte e Sul.
As maiores aranhas podem chegar a 75 mm de comprimento, com
envergadura de patas de cerca de 255mm. As fêmeas costumam ser
maiores.
Os únicos órgãos dos sentidos visíveis nas aranhas com o auxílio
de uma lupa são os olhos. Diferente dos olhos compostos dos
insetos, os das aranhas são simples e a maioria das aranhas
enxerga muito mal, dependendo dos outros sentidos para capturar as
suas presas.
As aranhas não ouvem como nós, mas têm a capacidade de sentir
as vibrações transmitidas pelo ar e pela superfície onde estão.
Várias famílias de aranhas comunicam-se entre si pelo som. As
aranhas não têm ouvidos, mas os diversos receptores de vibração
do seu corpo “escutam” as vibrações do ar.
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