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Uma
ave surpreendente que imita os humanos

O
divertido Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) é o mais popular
no Brasil, entre as 27 espécies do gênero Amazônica, das quais
10 se encontram no país. Um imitador habilidoso da fala humana,
este papagaio dócil é considerado um brasileiro legítimo.
Os papagaios vivem em bandos e são aves que precisam de companhia
e contato com seus donos no cativeiro, senão ficam agressivas. São
encontradas do Nordeste à Foz do Iguaçu e também na região
central brasileira.
Na fase adulta, a cor predominante é o verde, combinado com azul
na fronte e ao redor do bico; amarelo no topo da cabeça, em volta
dos olhos e em pontos da garganta; vermelho (ou vermelho e
amarelo) nas extremidades superiores das asas e base da cauda e
preto no bico e margens de plumas no pescoço e parte superior do
peito.
Quando jovens, possuem cores mais pálidas em especial na cabeça.
A íris do olho é marrom escura e laranja no adulto. É nesta
fase que eles devem ser acostumados ao convívio com a família.
Se alimentado no bico fica manso e, se ensinado, aprende a
falar.
Sua diversão é pegar objetos e se empoleirar no dedo e no ombro.
Os papagaios passam mais tempo andando e escalando do que voando,
não necessitando de grandes espaços. Podem ser criados soltos,
bastando cortar pela metade as penas voadeiras de uma asa. É uma
ave que mede cerca de 38 cm e vive de 40 a 50 anos.
Um bom exercício para limpar o bico e distrair o papagaio é
oferecer tocos e gravetos de árvores verdes ou em decomposição.
Caso contrário, ele roerá os poleiros.
É um animal resistente, mas as variações de temperatura podem
fazer mal à sua saúde. É importante que o viveiro possua uma área
protegida do vento e da chuva, para garantir conforto e bem-estar
ao animal.
É fundamental diversificar a alimentação do papagaio. Frutas e
verduras devem ser dadas à vontade juntamente com grãos de
aveia, milho verde, arroz integral com casca, girassol, alpiste e
trigo integral. Carne ou ração canina, uma vez por semana.
Diariamente, pode ser oferecido um pão amolecido com água
adicionada de vitaminas e sais minerais, porém com orientação
veterinária.
Os papagaios gritam com relativa freqüência. Pelo menos por meia
hora ao amanhecer e quando ouvem sons de outras aves, é gritaria
na certa!
A gaiola do papagaio deve ser de ferro e possuir revestimento em
epóxi. Já os poleiros não podem ser de PVC, ferro ou outro
material que não madeira. Se criado em viveiro, este deve ter no
mínimo 5m de comprimento x 2 m de altura x 2m de profundidade e
pode acomodar vários papagaios.
A formação de casais para futuros cruzamentos é uma opção
interessante, facilitada agora pelo novo Criadouro
Conservacionista instituído pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente).
Os
papagaios detestam ser incomodados na época do acasalamento. Portanto,
devem ser alimentados por fora. A
fêmea põe no máximo quatro ovos brancos. Sai do ninho duas ou
três vezes por dia e se alimenta muito pouco. No período de
incubação, por volta de 28 dias, o Papagaio tolera a inspeção
de seu ninho, mas fica temeroso quando está nele.
A alimentação do filhote é feita somente pela mãe nos
primeiros oito dias. Ela mesma busca comida para dar aos seus
filhotes. Um reforço de pão com água e milho verde cru ou
cozido pode ser oferecido pelos donos.
Passados estes primeiros dias, a alimentação é dada pelo pai e
pela mãe. A mãe os aquece dia e noite até três semanas antes
de saírem do ninho, o que costuma ocorrer entre 60 e 70 dias. A
partir do 15° dia podem ser separados, ou não, dos pais, os
quais podem voltar ao viveiro comunitário.
Como ave da fauna nacional, o papagaio está protegido por lei. Se
você pretende adquirir um exemplar desta espécie, entre em
contato com o IBAMA para saber sobre criadouros credenciados em
sua região.
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