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Ninho
de Manon sempre cabe mais um

O
ditado é antigo: “coração de mãe sempre cabe mais um”. E
em ninho de Manon sempre há lugar para filhotes. É assim que
esta espécie se comporta. Um pássaro discreto utilizado como
“mãe” por criadores de várias espécies. Ele choca os ovos
de outras aves que costumam abandonar os filhotes.
Nenhum pássaro possui um instinto maternal como o do Manon. A fêmea
fica tão atenta cuidando dos filhotes, que qualquer um tem a
chance de abrir a gaiola e assistir ao espetáculo que ela dá,
tanto para chocar os ovos, como para alimentar os filhotes depois
de nascidos.
Ele cuida e protege muito bem os seus próprios ovos e filhotes e
também faz isso com os ovos e filhotes de outros pássaros da
mesma família, sem restrição.
São
criados facilmente, pois tem comportamento dócil e convivem em
perfeita harmonia com outras espécies. Com o Manon, não existem
brigas.
O macho é diferenciado da fêmea através do canto. Ele canta
baixo e ela não canta, mesmo assim, algumas vezes fica difícil
descobrir o sexo dessa ave.
As cores vão do preto ao branco, passando pelo marrom e canela.
Ainda existem Manons totalmente brancos, como outros branco e
canela e até tricolores.
É
uma espécie incrivelmente reprodutora que procria o ano inteiro,
somente pára na época de muda de penas, que ocorre geralmente
entre os meses de fevereiro e maio.
O
único senão ao instinto familiar do Manon é sua conduta de
viveiro. Alguns criadores contam que não é raro vários casais
dormirem num mesmo ninho, podendo escolher um onde já existam
filhotes.
Nesse
caso, sem motivo proposital, podem acabar sufocando a ninhada ou
quebrando os ovos.
O Manon é um pássaro que se alimenta de grãos e sementes, por
isso deve ser oferecida a ele uma mistura de sementes (alpiste,
senha, painço), verdura (almeirão e chicória) e a famosa
farinhada de canário, especialmente na época de reprodução.
Alguns cuidados como a troca diária da água dos bebedouros é
essencial para a saúde do pássaro bem como a limpeza dos
poleiros e da gaiola. E como o Manon adora tomar banho, o criador
pode colocar na gaiola uma pequena banheira para que ele possa se
divertir, tendo o cuidado de trocar igualmente essa água todos os
dias.
O
início da reprodução acontece a partir de oito meses. A fêmea
do Manon passa por um período de incubação que varia de 13 a 18
dias e ao final chega a botar até oito ovos. O Manon cuidará
sozinho de seus filhotes por 40 dias.
Após
45 dias, em média, os filhotes estarão prontos para se
alimentarem sozinhos e com isso devem ser separados dos pais.
É uma ave calma, porém não deve ser manipulada fora da gaiola,
pois fugirá com toda a certeza.
Origem
Originário
da Ásia, este pássaro é membro da família dos Estrildinos e,
ao contrário de muitas aves, surgiu graças à intervenção do
homem.
O
Manon é resultado de uma seleção de criadores japoneses a
partir da espécie silvestre Lonchura Striata, raríssima hoje em
dia. Com aproximadamente 11 cm de tamanho, ele habitava as regiões
da Índia, China Meridional, Taiwan, sendo encontrado desde o Sul
até Sumatra.
Através da seleção, o Lonchura Striata ganhou sua variedade doméstica,
o Manon. O nome brasileiro deriva de designação francesa,
Moineau du Japon (Pardal do Japão), mas há quem o conheça também
por Capuchino do Japão. Na Inglaterra, o nome é Bengalese.
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