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A
menor das araras corre risco de extinção
A
Ararinha Azul é a menor arara brasileira existente. Sua beleza, o
pequeno tamanho, menos de 60 cm, e a capacidade de imitar a voz
humana, atraem os traficantes de pássaros. Atualmente, é a ave
que corre mais risco de extinção dentro de nossa fauna.
Outro
fator que acelerou o processo de extinção da espécie foi o fato
de,
no momento da captura centenas de ovos e ninhos serem destruídos.
Um exemplar da Ararinha Azul chega a custar no mercado negro
cerca
de U$ 100.000,00.
As
décadas de 70 e 80 foram as mais críticas para a espécie, num
período em que o tráfico atuava fortemente para fora do Brasil.
Atualmente existem 68 exemplares da Ararinha Azul no mundo.
Destes, apenas seis podem ser encontrados no Brasil, sendo que
dois estão em exposição no Zoológico de São Paulo.
As
Ararinhas Azuis podem viver até 25 anos, mas as encontradas na
natureza não atingiram nem a metade da idade média. Em
cativeiro, o recorde máximo de sobrevivência foi cerca de 32
anos.
Essa
ave se alimenta de elementos encontrados na natureza. É herbívora,
mas em cativeiro come ração especial que possui todos os
elementos necessários para a sua sobrevida.
De constituição frágil, as Araras Azuis sofrem com as longas
viagens a que são submetidas, geralmente em péssimas condições
de transporte, levando-as muitas vezes à morte. Além disso, o
cativeiro não oferece condições
adequadas.
Não há mais nenhum espécime da Ararinha Azul na natureza. Todas
as existentes no mundo estão em cativeiro. A Ararinha Azul é uma
espécie predominantemente brasileira e seu habitat natural é a
região de Curaçá, no extremo norte da Bahia, ao sul do rio São
Francisco.
O habitat natural são as áreas úmidas do sertão, onde riachos
temporários permitem a existência de árvores mais altas,
característica típica da região de Curaçá.
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