
...E
naquele instante, imaginei que um
amigo da equipe espiritual
estivesse ao seu lado, dando-lhe a
sensação de liberdade e
dizendo-lhe:
- Vamos minha amiga, uma nova missão
a espera...
E ela sem entender naquele momento
o que se passava mais uma vez,
segue o amigo ou mentor e ouve o
choro compulsivo de sua amiga, mãe
(de criação), que sempre dedicou
sem esforços, passando por cima
de tudo e todos, na medida do possível,
para lhe trazer bem estar, amor,
muito amor, carinho e alegrias.
NESSA NARRAÇÃO É COLOCADA
A SENSIBILIDADE HUMANA E
ANIMAL DE DOIS SERES DIFERENTES
QUE SE AMARAM MUITO E CONTINUARÃO
ATÉ O FIM DOS TEMPOS; ONDE DEUS
EM SEU INFINITO AMOR E SABEDORIA
COLOCA UM ANIMALZINHO DE ESTIMAÇÃO
EM NOSSAS VIDAS, AFIM DE
EXERCITARMOS O AMOR DA FORMA MAIS
NATURAL QUE POSSA EXISTIR. SEM
PEDIR ABSOLUTAMENTE
NADA EM TROCA.
Outubro de 1988
Um
amigo de escola vem até minha
residência dizendo que em uma
praça próxima dali haviam
colocado em uma caixinha de papelão
5 cachorrinhas que deveriam ter no
máximo 1 mês de vida.
Eu, toda empolgada, saí
sorrateiramente sem dar a menor
importância ao que minha mãe
dizia:
- Não pega cachorro nenhum. Seu
pai não vai deixar...
Quando ali cheguei, haviam 5 fêmeas: Duas brancas, duas beges e uma preta; Peguei, olhei, e
troquei.
DIDY era a bege.
Toda suja, esfomeada, enrolei-a em
minha blusa e a levei para casa...
Mesmo sem autorização.
Chegando
em casa, dei leite na tampinha da
margarina, para aquele bichinho
que parecia um pompomzinho, dei
banho com sabonete e a acariciei,
fazendo-a se sentir amparada e
quietinha.
Durante a madrugada toda, chorava,
por falta das irmãs, chorava e
chorava. Eu sem saber o que fazer
coloquei-a em minha cama e ela
chorava; alimentei-a e ela
chorava; a coloquei no sofá. Por
alguns momentos ela cochilou, e
caiu (do sofá). Levei-a ao
banheiro para que meu pai não
ouvisse seu choro, mas ele ouviu.
Quando
abriu a porta, olhou para
aquela carinha linda e disse quase
sorrindo:
- Eu não acredito!!!!!
A partir dali, durante 15 anos,
dei-lhe e recebi tanto amor, que
sou incapaz de descrever tamanho
afeto por um animal de estimação.
E acredito que com muitas pessoas
também possa ser assim. Ao mesmo
tempo em que algumas não
conseguem exercitar 1/3 do amor
que Deus concebe em nossas existências.
Muitas vezes um ser tão frágil e
dócil é capaz de estimular e
fazer brotar esse amor.
DIDY, foi muito respeitada por todos em minha casa. Meu paizinho querido que se encontra
em outro plano também a amava, de
seu jeito, mas amava.
Na
primeira semana de setembro de
2003 começou seu sofrimento
maior. Descobrimos muito tarde que
estava com uma doença chamada
PIOMETRA, onde uma infecção
uterina se formou comprometendo e
danificando outros órgãos. Acredito
que na terceira semana de setembro
completaria 15 anos.
Ontem
09 de setembro de 2003, seu
sofrimento se encerrou. No momento
que sua veterinária explicou que
seria melhor a eutanásia, meu
coração quase arrebentou de
tanta dor. Mas ela já sabia que
seu dia de me deixar estava próximo.
Os animais possuem uma
sensibilidade muito grande em relação
aos espíritos.
E chegou finalmente a hora da
despedida... Eu
e minha irmã a abraçamos e acariciamos com muito amor e
carinho seu corpinho que de muito
cansado se aquietou. E ela com seu
olhar se despediu. Em outra sala,
já se preparando... Chorou...
O
DIA EM QUE AS PESSOAS PASSAREM A
SE CONSCIENTIZAR E RESPEITAR OS
ANIMAIS DE UM MODO GERAL, O AMOR
DE DEUS POR NÓS SERÁ DE UMA
FORMA MAIS CLARA E EVIDENTE
O QUE TEMOS E PODEMOS DE
MELHOR OFERTAR, SEM COBRAR NADA. AME
E RESPEITE A VIDA DE UM ANIMAL,
POIS A IMPORTÂNCIA DELES AQUI É
GRANDIOSAMENTE APROVADA POR
DEUS...
ALESSANDRA
(leitora
do site Pet Friends)
09/09/2003