Pacto para restaurar a Mata Atlântica

Organizações ambientalistas, universidades, empresas e governos assinaram em São Paulo o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, com o objetivo de incentivar o uso econômico de áreas degradadas da floresta e tentar recuperar 15 milhões de hectares de sua vegetação até 2050. A Mata Atlântica abriga 60% das espécies ameaçadas de extinção no Brasil.
Segundo dados oficiais, de 1,36 milhão de quilômetros quadrados, restam apenas 7,26% da mata no país. Outros 13%, seriam fragmentos em diferentes estágios de conservação, que necessitam de ações de proteção. Com a restauração pretendida, essa parcela saltaria para aproximadamente 30%.
Uma das intenções dos signatários do pacto é incentivar os proprietários de áreas degradadas da Mata Atlântica, e sem potencial econômico, a executar projetos de recuperação da vegetação que poderiam trazer retorno econômico.
Por exemplo: proprietários rurais poderiam se beneficiar com a adequação legal de suas terras e eventuais ganhos financeiros por sequestro de carbono e outros serviços ambientais. Além disso, áreas de pastagens com baixa produtividade poderiam ser transformadas em florestas manejadas com alto rendimento econômico.
Nos últimos dois anos, especialistas de organizações que atuam no bioma da Mata Atlântica fizeram um mapeamento que identificou a localização dos mais de 15 milhões de hectares de áreas degradadas potenciais para recuperação. A meta, no entanto, esbarra em fatores econômico-financeiros. Em valores atuais, a restauração de toda essa área custaria US$ 1 mil por hectare, totalizando US$ 15 bilhões.
O pacto foi assinado pelas organizações não-governamentais SOS Mata Atlântica, Care Brasil, Associação Mico Leão Dourado, TNH (The Nature Conservacy), WWF-Brasil; pelo governo federal, representado pelo Ministério do Meio Ambiente; pelos governos estaduais do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo; pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e por empresas, entre as quais Vale.
Fonte: Titan Comunicação