UE impõe certificado à madeira

A União Européia (UE) pretende criar barreiras para impedir a entrada de madeira ilegal nos países do bloco, obrigando o importador e empresas que usam o produto estrangeiro a provar a origem da madeira, seja da Amazônia, África e Ásia.

Ainda em processo de ratificação pelos 27 governos da UE, a proposta é pressionar os importadores para que comprem apenas madeira certificada de seus fornecedores nos países emergentes, já que cerca de 20% da madeira que entra no mercado europeu é considerada ilegal.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a América Latina possui um quarto das florestas do mundo; no entanto, apenas 1,6% é certificada. Com a ideia de adotar um mecanismo de crédito de carbono válido em todo o mundo, cujos recursos seriam usados para apoiar a redução do desmatamento nos emergentes, a Europa espera destinar cerca de U$ 3,3 bilhões aos países que comprovem as reduções reais das taxas de devastação até 2020.

A Noruega já fez um acordo desse tipo com o Brasil, comprometendo-se a doar US$ 1 bilhão para a conservação da Amazônia, desde que o país comprove que está reduzindo o desmatamento. Afinal, o desmatamento é responsável por 20% das emissões de CO2, o principal gás do aquecimento global. Com os incentivos financeiros e as barreiras sobre o comércio de madeira, a UE espera cortar pela metade a perda de cobertura florestal em até 12 anos.

O mercado mundial de produtos florestais é muito concentrado nos países desenvolvidos, em especial nos Estados Unidos, que possui entre 25% e 30% da fabricação mundial. A China se destaca como um produtor emergente em vários segmentos, embora sua participação nos principais mercados da cadeia madeireira seja bem menor que em outros mercados de commodities industriais, como cimento e aço, por exemplo; e continuará abaixo da participação dos Estados Unidos, exceto em painéis de madeira.

 

Voltar