Maior acelerador de partículas do mundo

Após duas décadas de planejamento e quase uma década para construção, foi inaugurado oficialmente em 2008 o maior instrumento científico já construído pelo homem: o LHC, ou “grande colisor de hádrons”, o maior acelerador de partículas do mundo. O equipamento custou mais de US$ 8 bilhões e foi instalado na fronteira entre França e Suíça.

Com a promessa de responder a alguns dos mais profundos mistérios da ciência, o LHC investigará as partículas mais elementares da matéria e replicar fenômenos que tiveram lugar durante o “Big Bang”, a explosão que teria dado origem ao Universo.

Ao ser ligado, no dia 10 de setembro de 2008, a primeira leva de prótons se deslocou por alguns instantes quase à velocidade da luz pela estrutura circular de 27 quilômetros, a cerca de 100 metros abaixo da superfície.

Conforme detalhado na ocasião, uma luz nos monitores de controle indicou que o feixe entrou corretamente no primeiro segmento do anel e provocou gritos de comemoração e aplausos de alívio entre os cientistas presentes na sala.
Após a fase inicial, agora está sendo programado o lançamento de um segundo feixe que vai girar em sentido contrário. As primeiras colisões de prótons, para as quais será necessário esperar várias semanas, acontecerão a energias de 450 giga eletrons-volts (Gev), ou seja, quase metade da potência do Fermilab de Chicago, que até agora era o maior acelerador de partículas do mundo.

Com previsão para início de 2009, as energias aplicadas no LHC alcançarão níveis de até sete tera eletrons-volts (Tev), ou seja, sete vezes superiores à potência do Fermilab.

Essas colisões que serão provocadas dentro do LHC acarretarão uma temperatura 100.000 vezes superior à do Sol e devem permitir detectar partículas elementares que não foram observadas até hoje, entre elas o bóson de Higgs, a última peça do quebracabeça chamado "Modelo Standard", que daria sua massa a todas as outras.
O projeto contou com a participação de 7.000 cientistas de 80 países e trata de algo jamais tentado; o que, por isso mesmo, ninguém sabe ao certo qual será o resultado.

Entre os cientistas envolvidos de todo o mundo, estão pesquisadores, professores, estudantes de universidades e institutos de pesquisa do Brasil, tais como o grupo de física nuclear da USP, os físicos e engenheiros do CBPF e UFRJ, do LHCb, os grupos da UFRJ e Coppe, do CMS, e os grupos do CBPF, UERJ, Unesp, Ufrgs e Cefet, do Atlas.

 

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