Mancha nos oceanos
Grande aliado em nosso cotidiano e presente em quase tudo ao nosso redor, o plástico pode se tornar o inimigo número 1 do meio ambiente. Após se tornar lixo, esse material que é extremamente resistente contra a degradação química. Uma vez introduzido no mar, polui de forma irreparável os oceanos, acarretando na morte de milhares de animais que nele habitam.
São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vêm de terra firme. Somente no oceano Pacífico há uma enorme camada flutuante desse resíduo, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1.000 km de extensão – vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de mais ou menos 10 metros.
Comparada a uma entidade viva, essa imensa bolha plástica percorre livremente o mar e quando passa perto de continentes pode cobrir de lixo as praias do litoral de onde estiver.
Dois fatores contribuem para formação do problema: a ação humana e a própria natureza. Segundo os pesquisadores, um quinto dos resíduos é jogado de navios ou plataformas petrolíferas.
Estima-se que detritos de plástico constituem 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos e que essa grande proporção é responsável pela morte de mais de um milhão de aves e de outros 100.000 mamíferos marinhos por ano. Esses animais são mortos pela ingestão indevida desses resíduos: seringas, isqueiros e escovas já foram encontrados nos estômagos de espécies mortas.
De uma forma geral, o lixo marinho, principalmente o plástico, é um problema ambiental, econômico, de saúde e de estética. Causa danos e morte à fauna, ameaçando a diversidade biológica marinha e costeira em áreas produtivas.